quinta-feira, 3 de março de 2011

Olhar adolescente do mundo


Penso. Logo existo?
Existo. Logo me percebem?
Percebo. Logo critico?
Crítica. Logo me acusam?
Acusar. Logo estou errado?
Errar. Logo sou humano?

Humano. Logo estamos sozinhos?
Solidão. Logo individualismo?
Individual. Logo em grupo?
Grupo. Logo baderna?
Baderna. Logo carnaval?
Carnaval. Logo Brasil?
Brasil. Logo corrupção?

Corromper. Logo meu caráter?
Caráter? Logo reflito.
Se reflito, logo penso.

E pensar te leva a conflitos de paradigmas.
E é mais confortável acreditar no que já foi pensando por você.
Todos aceitam, todos concordam.
Não há conflitos. Não há problemas.
Não há existência.

domingo, 27 de setembro de 2009

Há Pessoas

Por Desireé Lee

Há pessoas de quem você gosta muito e demonstra.
E outras que nunca saberão se você gostava ou não.
Há outros que não gostam de você e nem conversam com você,
E aqueles que, apesar de não gostarem de você, seguem ao seu lado.

Há pessoas que te querem bem, mas nunca deixarão isso evidenciado.
Há outras que, para elas, você é insignificante.
Uns que por tentar demonstrar que querem teu bem, acabam por te decepcionar.
Outros que se auto decepcionam por achar que nada está ao teu nível.
Alguns que dão seus máximos, mas você nunca se satisfaz com o que eles fazem.
E aquele que, mesmo não fazendo nada, te deixa feliz.

Há uns que te deixam tristes falando a verdade.
E aqueles que te iludem a fim de te deixarem temporariamente feliz.
Há os prováveis amigos de festas, baladas ou cinema.
Há os prováveis amigos de ressaca, dor de cabeça e stress.
E também os de sempre, de todas as horas.

Há pessoas que mentem para você visando algo.
Há outras que mentem para não lhe ofender.
E aqueles que preferem à sinceridade e a valoriza.

Há muitos que você pensa que já os amou.
Há aquele que você verdadeiramente ama e talvez não saiba.
Aquele que pensa que te ama.
E aqueles que você acredita que te amaram.

Agora, resta a você distinguir o que lhe faz bem.
E resta a você saber que papel você faz na vida de alguém.

domingo, 16 de agosto de 2009

A televisão e a criação de mitos

Por Antônio Crotti

Há cerca de três semanas, enquanto eu caminhava pela esteira da academia, assisti no noticiário que Michael Jackson tinha sofrido uma parada cardíaca. Não dei muita importância para a notícia. Afinal, a carreira do cantor ia mesmo de mal a pior. Há anos ele não gravava um álbum inédito. Em meio a dívidas e às acusações de pedofilia, bem como a questionamentos sobre as inúmeras cirurgias plásticas e ao clareamento de sua pele, a imagem do “rei do pop” ficou extremamente arranhada.

No dia seguinte a morte do cantor foi divulgada. Vieram, em seguida, os inúmeros documentários sobre sua vida e sua carreira. Algumas verdades, enfim, foram sendo reveladas. O jovem que o acusara de pedofilia confessou que havia sido forçado pelo pai a mentir para arrancar dinheiro de Michael Jackson. As inúmeras cirurgias a que o cantor se submeteu foram decorrentes de problemas com o pai na infância, que dizia que seu nariz era gordo e que ele era muito feio. O clareamento de sua pele, por sua vez, foi a única saída para o vitiligo que o vitimou. À medida que essas notícias iam sendo divulgadas, vídeos do cantor cantando “abc”, quando ainda integrava o Jackson Five, do clip de Thriller e de seu famoso moonwalk (uma coreografia impressionante onde ele caminha para trás, mas parece estar caminhando para frente) iam sendo mostrados. A carreira do cantor, que há tempos estava adormecida, ressurgia. Morreu o cantor, nasceu o mito.

É impressionante a facilidade com que a televisão e os meios de comunicação destroem as pessoas e criam os mitos. E mais impressionante ainda é ver como os expectadores são facilmente manipulados. Os mesmos hipócritas que o criticavam e que arruinaram sua carreira foram agora responsáveis pelo seu ressurgimento pós-morte. E os indiferentes, como eu, agora sentem saudades de Michael Jackson.

Fonte: http://millercrotti.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Crise segundo Albert Einstein

Eventualmente, recebo via correio eletrônico aqueles textos com frases belíssimas e motivadoras a tentar nos convencer de alguma uma idéia ou apenas nos transmitir algum juízo de valor. Achei esse pertinente:

“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer as pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado.

Quem atribui a crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la,e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

sexta-feira, 6 de março de 2009

Vírgula



A VÍRGULA PODE SER UMA PAUSA. OU NÃO.
Não, espere.
Não espere.

A VÍRGULA PODE CRIAR HEROIS.
Isso só, ele resolve.
Isso, só ele resolve.

ELA PODE FORÇAR O QUE VOCÊ NÃO QUER.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

PODE ACUSAR A PESSOA ERRADA.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

PODE SUMIR COM SEU DINHEIRO.
Vou lhe pagar R$ 230 pelo serviço.
Vou lhe pagar R$ 2,30 pelo serviço.

PODE SER A SOLUÇÃO.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A VÍRGULA MUDA UMA OPINIÃO.
Não quero ler.
Não, quero ler.



Detalhes Adicionais: SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Prêmio Dardos


Por indicação do Antônio, do blog Narrativa do meu cotidiano , este blog recebe o selo do Prêmio Dardos, cujas indicações e premiações são feitas de blogueiros pra blogueiros.

"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web".

Ao receber o prêmio o blog deve também indicar outros blogs.

Seguem os links:

Em Dúvida
Momentos Poéticos, ou não
Narrativas do meu cotidiano
Idéias de Reposição

"Caros indicados, para que este incentivo não acabe, peço a vocês que sigam estas instruções :

1) Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs ( numero este a sua escolha) a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os escolhidos, claro!

Antônio, muito grato pela indicação. Um abraço!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Monólogo de Natal


Por Aldemar Paiva

Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade, jogavam pedra nessa fantasia. Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa, me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto, o que passou. Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente e, à noite inteira, eu esperei contente. Chegou o sol e você não chegou. Dias depois, meu pobre pai cansado trouxe um trenzinho feio, empoeirado, que me entregou com certa excitação. Fechou os olhos e balbuciou: “É pra você, Papai Noel mandou”. E se esquivou, contendo a emoção. Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete com atraso, chegara às suas mãos, no fim do mês. Limpei o trem, dei corda, ele partiu dando muitas voltas. Meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.

monólogo completo: http://newtonu.wordpress.com/2006/12/18/monologo-do-natal-aldemar-paiva/


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

E=mc²

E assim "foi dito": E=mc² - fez-se a luz. O mundo perdurou seu início instantâneo e vivido até os dias obstinados.
A excelência da mente é seu estado de perfeição, o qual tantos almejam insaciavelmente - um distante preconizado. Sou/seja o produto de todos os fatores, a etnia de todas as espécies, a matéria de todas as energias, a potência de todas as fontes, o iluminar de todas as noites solitárias que ajuda a(o) ti/próximo, voar.
Sei de pessoas melhores no futuro, caminham sobre uma atmosfera limpa de resquícios místicos e antepassados. Conheço um novo começo da era: sustentável e promissor, gente fina e sincero, infinito como as luzes que percorrem anos-luz sem deixar segundos perdidos para trás, com habilidade relativa para dilatar o tempo e contrair seu espaço.
Vejo um vasto universo infinito de energia acompanhar um Sol admirável a céu azul, arvores verdes, pássaros a voar e preenchimentos branco-transparentes a modelar o nada. Como uma jovem Condor a sobrevoar os mais altos Andes das cordilheiras e percorrer quilômetros de ar diáfano desprovido de impurezas remotas, sei de crianças com sonhos irrealizáveis tornando-se adultos capazes de transformar e realizar: do insuficiente ao farto, do simples ao robusto, da destruição à construção, dos problemas ao progresso, da violência à inclusão social, da ganância à pureza. Vejo a excelente luminescência do ser surtir corriqueiramente em tempos contemporâneos: a conduta humana se torna humana; o ideal estereótipo dos sentimentos se concretiza; nosso meio progride sustentavelmente.
Um fluxo de consciência em sua sistêmica e perfeita completude fluem com sentimentos genuínos a fomentar um universo de ideias e palavras, sonhos e sentimentos, buscas e prazeres, sobretudo, perspicazes. Proveniente de uma luz expressa em energia, chegamos ao cume desejável - mantendo-se constante.
O futuro já existe, só não chegamos a ele.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Change The World


Pequenas atitudes que são grandes contribuições para o mundo
O que você fez para mudar o mundo hoje? Para fazer muito, é preciso que todos façam um pouco todos os dias. Vamos lá, levante da cadeira e comece logo!

- Jamais jogue lixo na rua
- Aceite opiniões diferentes das suas
- Plante árvores
- Fique atento a furos no encanamento
- Substitua lâmpadas normais por lâmpadas fluorescentes
- Use apenas um copo plástico para o dia inteiro
- Fique calmo no trânsito
- Economize água, tome banho frio
- Leve sua própria sacola para fazer compras
- Se beber, chame um táxi
- Informe-se antes de escolher seus candidatos
- Separe o lixo. Se puder, recicle você mesmo
- Feche a torneira enquanto escova os dentes ou lava a louça
- Dê carona
- Leia mais, procure se manter informado, vasculhe ideias na internet...
- Desligue a luz ao sair dos ambientes
- Não imprima documentos desnecessários
- Vá a pé
- Compre produtos com refil

Só por ter lido até aqui, você já mostrou que está interessado. As atitudes, como você viu, são simples. Agora que você sabe por onde começar, levante-se e arregace as mangas.
Vamos mudar o mundo já!




domingo, 26 de outubro de 2008

Reflexos de um Luar (Poema)

À noite, Os remorsos desaparecem. A escuridão se reflete Como um brilho lunar fluorescente.

Os sentimentos fluem De acordo com o ritmo Há fluxos de consciência E doces epifanias.

O estado de espírito entra em catarse, A melodia agrada aos ventos Que atrevem-se a suavizar a noite. À noite.

Há paz, Há harmonia, Há prazer, Há consciência.

À noite, Há inspiração, Há luar, Há gosto.

À noite, De noite, Com noite, Sem noite.

A extensa forma de luz Um corpo celeste Faz memórias de um Universo, Sem rumo e fronteiras.

Uma ínfima parte deste Somos nós, Sem saber qual rumo seguir Sem saber em quem discernir.

Sem o porquê de responder De agir, De lutar, De reagir.

À noite, Águas correm e iluminam, Pássaros voam e gritam, As velozes árvores poluem.

Organismos dormem, Outros acordam. Alguns partem, Muitos voltam.

Viva la vida É o que ouço, Flashes cinematográficos Sem esforço.

A idéia de ter Vem. Outras Vão.

Pensamentos, Consciência, Ideias, Ferramentas ilimitadas.

O Impossível? Nada é capaz. O limite? Ilimitado.

Nunca chegarão a seu fim. Quem roubou aquela infância? Perdida Em marés afins.

Agora sente-se: Decidido e confuso, Alegre e difuso. Estimas instáveis.

Sons agradáveis Transitam os neurônios. Acordo de um belo sonho De viver o que vivo.